martes, 20 de enero de 2009

E amarás o teu próximo como a ti mesmo...

O que significa amar o próximo?
Quanto devemos doar de nós mesmos?
Quais realizações são realmente importantes?
Quantos ainda terão que morrer de fome para que morra o nosso egoísmo?
O que é ser sensível?
O que é a bondade?
De quantos sonhos teremos que acordar para perceber o que é essencial?
Quantas perguntas são necessárias?
Observe
Sinta
Pense
Vamos continuar fugindo?
Será que somos pseudocristãos nos divertindo na roda-gigante do capitalismo?
Quantos ainda precisarão morrer?
O que é a dor?
O que é o amor?
Dinheiro
Fome
Casa
Frio
Carro
Lágrimas
O que você tem buscado em sua vida?
O que você tem visto?
Será que somos pseudocristãos nos divertindo na roda-gigante do capitalismo?
Será que somos?
Será?
Weriton Fidalgo

(Vídeo feito por mim, Weriton, também disponível no youtube: www.youtube.com/watch?v=Po6FqvZKAiI)


Gente Humilde
Composição: Garoto, Chico Buarque e Vinicius de Moraes

Tem certos dias em que eu penso em minha gente
E sinto assim todo o meu peito se apertar
Porque parece que acontece de repente
Como um desejo de eu viver sem me notar
Igual a como quando eu passo no subúrbio
Eu muito bem vindo de trem de algum lugar
E aí me dá como uma inveja dessa gente
Que vai em frente sem nem ter com quem contar
São casas simples com cadeiras na calçada
E na fachada escrito em cima que é um lar
Pela varanda flores tristes e baldias
Como a alegría que não tem onde encostar
E aí me dá uma tristeza no meu peito
Feito um despeito de eu não ter como lutar
E eu que (não) creio peço a Deus por minha gente
É gente humilde
Que vontade de chorar

miércoles, 7 de enero de 2009

Flores raras

Por anos percorri jardins em busca de flores raras
Observava tudo…
Vi pedras de todos os tipos
Vi formigas, lagartas e borboletas
Vi cravos, margaridas e tulipas
Mas nada que lembrasse uma flor rara

Quando pensava em flores raras sentia algo dentro de mim
Mas não conseguia desenhá-las ou explicar como eram
Ninguém podia me ajudar…
Mudavam as estações
Flores novas apareciam
E insetos de cores diferentes
As pedras eram sempre iguais mesmo
Mas nada que lembrasse uma flor rara

Às vezes queria desistir
Afinal foram anos buscando tais flores
Mas só via cravos, margaridas e tulipas
Certo dia, num canto de um jardim qualquer
Deitei-me com cuidado e fechei os olhos
Concentrei-me para que a imagem da flor aparecesse
De repente vi uma mancha vermelha
flutuando no plano escuro da minha visão
Esforcei-me, mas nem uma flor comum se formou


Comecei a crer que flores raras não existiam
Nunca tinha visto uma sequer
Mas continuei tentando…
Encontrei outro jardim
Mas já não conseguia lembrar se havia estado ali antes
Fechei os olhos e suspirei profundamente
Algo incrível aconteceu:
um perfume que nunca havia sentido antes!

Não abri os olhos
Deixei que o perfume me invadisse por completo
Segui aquele doce rastro que aumentava gradualmente no ar
Enfim, apanhei a flor
Abri os olhos
Era amarela no centro e com pétalas longas e brancas
Era uma margarida!!
Mas cheirava ao amor e tinha a textura da bondade
Sabia dentro de mim que se tratava realmente de uma flor rara

Hoje aprendi a procurar tais flores
Nem preciso mais fechar os olhos
E posso sentir seu perfume mesmo a distância
Agora tenho um grande jardim cheio de flores raras
E sei que são raras
Porque ainda encontro cravos, margaridas e tulipas
Sem amor, sem bondade e sem nada

Definitivamente compreendi:
Podemos buscar amigos em vários lugares
Mas poucos serão como flores raras
E para encontrá-los é preciso usar os mais nobres sentimentos:
Se tem cheiro de amor e textura de bondade
É uma flor rara
Hoje tenho um coração cheio dos melhores amigos
É o meu jardim de flores raras!!



Um poema de Weriton Fidalgo
A todos meus amigos

lunes, 5 de enero de 2009

Um certo nascimento

Olhares inquietos e dispostos se encontraram
Um impulso de sentimento desconhecido os desviou
mas a partícula necessária cuidadosamente foi plantada
sem saber que a sublime mitose desabrochar-se-ia
inflando de esperança um conceito de alegria

Um misterioso magnetismo preencheu a distância...
que despretensiosamente o tempo aniquilou
e um sorriso sem exitar se despiu da timidez
para que no trampolim do talvez frases curtas se lançassem
como se desconhecessem o nascimento da amizade



Um poema de Weriton Fidalgo
A todos os amigos que fazem parte da minha vida

sábado, 27 de diciembre de 2008

Não tenho fé suficiente para ser ateu - Boa Ciência versus Ciência Ruim

É crença comum que o chamado debate criação-evolução (hoje em dia freqüentemente designado debate do projeto inteligente versus naturalismo) está vinculado a uma guerra entre religião e ciência, entre a Bíblia e a ciência, ou entre fé e razão. Essa percepção é perpetuada pela mídia, que, coerentemente, apresenta o debate nos termos do filme O vento será tua herança (Inherit the Wind), de 1960, uma ficção da "experiência do macaco" de John Scopes, de 1925. Você conhece essa descrição. Ela é basicamente assim: aí vêm aqueles religiosos fundamentalistas malucos outra vez, querendo impor sua religião dogmática e ignorando a ciência objetiva.
A verdade é que não existe nada mais distante da verdade. O debate entre a criação e a evolução não é sobre religião versus ciência ou sobre a Bíblia versus a ciência — é sobre boa ciência e ciência ruim. Do mesmo modo, não é sobre fé versus razão — é sobre fé racional em oposição a fé irracional. Você pode ficar surpreso ao descobrir quem está praticando ciência ruim, bem como uma fé irracional.
Infelizmente, na questão da primeira vida, darwinistas como Dawkins e Crick descartam as causas inteligentes antes mesmo de olharem para as evidências. Em outras palavras, suas conclusões são influenciadas pelas suas pressuposições. A geração espontânea por meio das leis naturais tem de ser a causa da vida porque eles não consideram nenhuma outra opção.

A evidência em favor da inteligência e contra o naturalismo é tão forte que proeminentes evolucionistas chegaram até mesmo a sugerir que seres extraterrestres depositaram a primeira vida aqui. Fred Hoyle inventou essa teoria incomum (chamada de panspermia, ou "sementes de todos os lugares") depois de descobrir que a probabilidade de a vida ter surgido por geração espontânea era efetivamente zero (é claro que a panspermia não resolve o problema, mas simplesmente coloca outra questão: quem criou os extraterrestres inteligentes?). Por mais louca que possa parecer essa teoria, pelo menos os defensores da panspermia reconhecem que algum tipo de inteligência deve estar por trás da fantástica maravilha que chamamos vida.

A crença de que a vida na Terra surgiu espontaneamente com base em uma matéria inanimada é simplesmente uma questão de fé num reducionismo profundo e está baseada inteiramente em ideologia. Os darwinistas acreditam falsamente que podem reduzir a vida a seus componentes químicos inanimados. Essa é a ideologia do reducionismo.

Os darwinistas desprezam a conclusão de que a inteligência é imprescindível para a existência da primeira vida, sugerindo que mais tempo permitiria que as leis naturais fizessem seu trabalho. "Dê-lhes vários bilhões de anos, e, por fim, teremos vida". Isso é plausível?

Pode-se dizer que talvez as leis naturais conseguissem fazer isso se lhes déssemos alguns bilhões de anos. Não, elas não conseguiriam. Por quê? Porque, em vez de organizar, a natureza desordena as coisas (o fato de que a natureza leva as coisas à desordem é outro aspecto da segunda lei da termodinâmica).

Vamos supor que você jogue confetes verdes, amarelos, azuis e brancos de um avião que esteja voando a 300 metros acima da sua casa. Quais são as chances de eles formarem a bandeira do Brasil no gramado da sua casa? Muito pequenas. Por quê? Porque as leis da natureza vão misturar ou escolher a esmo os confetes. Você diz: "Dê-lhe mais tempo". Tudo bem, vamos levar o avião a 3 mil metros e dar mais tempo às leis naturais para trabalharem no confete. Isso melhora a probabilidade de que uma bandeira seja formada no seu quintal? Não. Na verdade, um tempo maior faz a formação da bandeira ser ainda menos provável, porque as leis naturais terão mais tempo para fazer o que elas fazem: desorganizar e misturar.
Qual é a diferença em relação à origem da primeira vida? Os darwinistas podem dizer que a segunda lei da termodinâmica não se aplica continuamente aos sistemas vivos. Além do mais, coisas vivas crescem e ficam mais ordenadas. Sim, elas crescem e ficam mais ordenadas, mas elas perdem energia no processo de crescimento. O alimento que entra num sistema vivo não é processado com 100% de eficiência. Assim, a segunda lei também se aplica aos sistemas vivos. Mas essa não é a questão. A questão é: não estamos falando sobre o que alguma coisa pode fazer uma vez que esteja viva; estamos falando em primeiro lugar sobre como obter uma coisa viva. Como a vida surgiu com base em elementos químicos inanimados, sem uma intervenção inteligente, uma vez que os elementos químicos inanimados são suscetíveis à segunda lei da termo dinâmica? Os darwinistas não têm uma resposta, mas apenas fé.

Será possível explicar a incrível complexidade específica da vida por meio do acaso? De jeito algum! Tanto ateus quanto teístas calcularam a probabilidade de a vida ter surgido por acaso com base em elementos químicos inanimados. Os números calculados são astronomicamente pequenos - virtualmente zero. Michael Behe, por exemplo, disse que a probabilidade de se obter ao acaso uma molécula de proteína (que tem cerca de cem aminoácidos) seria semelhante a um homem de olhos vendados encontrar um grão de areia específico na areia do deserto do Saara por três vezes consecutivas. E uma molécula de proteína não é vida. Para obter vida, você precisaria colocar cerca de 200 dessas moléculas juntas!
Essa probabilidade é praticamente igual a zero. Mas acreditamos que a probabilidade é verdadeiramente zero. Por que zero? Porque "o acaso" não é uma causa. O acaso é uma palavra que usamos para descrever possibilidades matemáticas. Ele não tem poder em si próprio. O acaso não é nada. O acaso é aquilo com que as rochas sonham.
Se alguém gira uma moeda, qual é a chance de ela parar com a cara para cima? Nós dizemos que é de 50%. Sim, mas qual é a causa de ela parar com a cara para cima? É o acaso? Não, a causa principal é um ser inteligente que decidiu rodar aquela moeda e aplicar alguma força para fazer isso. As causas secundárias, como as forças físicas do vento e da gravidade, também causam impacto no resultado desse lance. Se conhecêssemos todas essas variáveis, poderíamos calcular antecipadamente qual seria a face que ficaria para o lado de cima. Mas uma vez que não conhecemos todas essas variáveis, usamos a palavra "acaso" para encobrir nossa ignorância. Não deveríamos permitir que os ateus encobrissem sua ignorância com a palavra "acaso". Se eles não conhecem um mecanismo natural por meio do qual a primeira vida possa ter vindo a existir, então deveriam admitir que não sabem, em vez de sugerirem uma palavra sem poder que, naturalmente, não é de modo algum uma causa. ''Acaso'' é simplesmente outro exemplo da ciência ruim praticada pelos darwinistas.

É por essa e outras que eu não tenho fé suficiente para ser ateu.

domingo, 23 de noviembre de 2008

Tudo o que você precisa para ser feliz está em você mesmo...ou bem perto

O mágico de Oz (The wizard of Oz) é um filme indispensável para a memória de qualquer pessoa. Com uma história de fantasia simples, nos faz perceber que a vida é muito boa apesar dos problemas: temos um cérebro para fazer as coisas de forma sensata, temos um coração para amar e nos sentirmos amado, temos coragem para defender o que achamos correto e temos uma família um lar.
Ficamos tão envolvidos com nossa vida social, cuja base é o capitalismo, que nem percebemos a alegria que pode ter a vida pelo simples fato de termos um cérebro, um coração, coragem, um lar e uma família. Com o filme aprendemos que não é preciso buscar a felicidade em um mundo perfeito, sem problemas. Os problemas existem com o propósito de nos fazer aprender e crescer; isso dá um significado à nossa experiência aqui na Terra.
Muitos podem estar querendo ir para além do arco-íris para ver se a vida é melhor, mas caso cheguem lá perceberão que o que procuravam estavam o tempo todo perto deles. Então, amem seus amigos e sua família e usem sua coragem e inteligência para derreter todos os problemas como pastilhas de limão. Sejam felizes. É para isso que existimos!!


Além Do Arco-Íris


Em algum lugar sobre o arco-íris
Bem alto
Existe uma terra sobre a qual eu ouvi
Uma vez numa canção de ninar
Em algum lugar sobre o arco-íris
Os céus são azuis
E os sonhos que você se atreve a sonhar
Realmente se realizam
Um dia eu farei um pedido a uma estrela
E acordarei onde as nuvens estejam longe
Detrás de mim
Onde os problemas derretam como pastilhas de limão
Longe do topo das chaminés
E lá você me encontrará

Em algum lugar sobre o arco-íris
Pássaros azuis voam
Pássaros voam sobre o arco-íris
Por quê, então, porque eu não posso?
Se felizes passarinhos azuis voam
Além do arco-íris
Por que...oh por que eu não posso?

Tradução de "Somewhere over the rainbow"

jueves, 20 de noviembre de 2008

Cats, de Andrew Lloyd Webber

Musical de Andrew Lloyd Webber - baseado no livro de T.S Eliot "Old Possu's Book of Practical Cats" - uma coleção de poemas. Apesar de sua morte em 1965, T.S. Eliot recebeu um prêmio Tony póstumo por sua contribuição memorável a este musical de sucesso.
"Cats" se tornou grande símbolo da produção musical moderna, provando que os britânicos tinham o talento para produzir musicais no mesmo nível de excelência e criatividade do melhor da Broadway americana.
"Cats" de Andrew Lloyd Webber estreou no New London Theatre em 11 de maio de 1981 com um elenco que incluía: Elaine Paige, Brian Blessed, Paul Nicholas, Wayne Sleep, Sarah Brightman e Bonnie Langford. Neste teatro ficou em cartaz até 11 de maio de 2002, ou seja, 21 anos. Estreou na Broadway de Nova York em 7 de outubro de 1982.
O musical Cats não tem um enredo propriamente dito. A magia de peça está em torno dos figurinos e cenários onde atores se passam verdadeiramente por felinos. Os gatos dançam, cantam e contam suas estórias. Tudo é encantador e a trilha sonora tem preciosidades como a mundialmente famosa canção Memory.


Memory

Midnight
Not a sound from the pavement
Has the moon lost her memory?
She is smiling alone
In the lamplight
The withered leaves collect at my feet
And the wind begins to moan

Memory
All alone in the moonlight
I can smile at the old days
I was beautiful then
I remember
the time I knew what happiness was
Let the memory live again
Every streetlamp
Seems to beat a fatalistic warning
Someone mutters
And the streetlamp gutters
And soon it will be morning
Daylight
I must wait for the sunrise
I must think of a new life
And I musn't give in
When the dawn comes
Tonight will be a memory too
And a new day will begin

Burnt out ends of smoky days
The stale cold smell of morning
The streetlamp dies, another night is over
Another day is dawning
Touch meIt's so easy to leave me
All alone with the memory
Of my days in the sun
If you touch me
You'll understand what happiness is
Look
A new day has begun

O que é importante para você?

Perguntou-me, sem preâmbulo, como se fora o fruto de um problema muito tempo meditado em silêncio:
- Um carneiro, se come arbusto, come também as flores?
- Um carneiro come tudo que encontra.
- Mesmo as flores que tenham espinho?
- Sim. Mesmo as que têm.
- Então. . . para que servem os espinhos?
Eu não sabia. Estava ocupadíssimo naquele instante, tentando desatarraxar do motor um parafuso muito apertado. Minha pane começava a parecer demasiado grave, e em breve já não teria água para beber. . .
- Para que servem os espinhos?
O principezinho jamais renunciava a uma pergunta, depois que a tivesse feito. Mas eu estava irritado com o parafuso e respondi qualquer coisa:
- Espinho não serve para nada. São pura maldade das flores.
- Oh!
Mas após um silêncio, ele me disse com uma espécie de rancor:
- Não acredito! As flores são fracas. ingênuas. Defendem-se como podem. Elas se julgam terríveis com os seus espinhos ... Não respondi. Naquele instante eu pensava: "Se esse parafuso ainda resiste, vou fazê-lo saltar a martelo". O principezinho perturbou-me de novo as reflexões:
- E tu pensas então que as flores ...
- Ora! Eu não penso nada. Eu respondi qualquer coisa. Eu só me ocupo com coisas sérias
Ele olhou-me estupefato:
- Coisas sérias !
Via-me, martelo em punho, dedos sujos de graxa, curvado sobre um feio objeto.
- Tu falas como as pessoas grandes!
Senti um pouco de vergonha. Mas ele acrescentou, implacável:
- Tu confundes todas as coisas ... Misturas tudo !
Estava realmente muito irritado. Sacudia ao vento cabelos de ouro:
- Eu conheço um planeta onde há um sujeito vermelho, quase roxo. Nunca cheirou uma flor. Nunca olhou uma estrela. Nunca amou ninguém. Nunca fez outra coisa senão somas. E o dia todo repete como tu: "Eu sou um homem sério! Eu sou um homem sério!" e isso o faz inchar-se de
orgulho. Mas ele não é um homem; é um cogumelo!
- Um o quê?
- Um cogumelo!
O principezinho estava agora pálido de cólera.
- Há milhões e milhões de anos que as flores fabricam espinhos. Há milhões e milhões de anos que os carneiros as comem, apesar de tudo. E não será sério procurar compreender por que perdem tanto tempo fabricando espinhos inúteis? Não terá importância a guerra dos carneiros e das flores? Não será mais importante que as contas do tal sujeito? E se eu, por minha vez, conheço uma flor única no mundo, que só existe no meu planeta, e que um belo dia um carneirinho pode liquidar num só golpe, sem avaliar o que faz, - isto não tem importância?!
Corou um pouco, e continuou em seguida:
- Se alguém ama uma flor da qual só existe um exemplar em milhões e milhões de estrelas, isso basta para que seja feliz quando a contempla. Ele pensa: "Minha flor está lá, nalgum lugar. . . " Mas se o carneiro come a flor, é para ele, bruscamente, como se todas as estrelas se apagassem! E isto não tem importância!

Trecho retirado de "O Pequeno Príncipe"